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Você Já Trabalhou Em Uma Empresa ‘Carewashing’?

Talvez o nome ainda soe novo para você, mas a prática é mais comum do que parece. “Carewashing”…

Por devlayer – Publicado em 23 de junho de 2025

Talvez o nome ainda soe novo para você, mas a prática é mais comum do que parece. “Carewashing” é um termo que vem ganhando força para descrever um comportamento empresarial preocupante: empresas que falam muito sobre cuidado com as pessoas — mas fazem pouco ou quase nada de concreto nesse sentido.

É como o “greenwashing” (quando marcas simulam práticas sustentáveis), mas com foco na gestão de pessoas. A empresa se diz humana, empática, preocupada com o bem-estar do time, mas no dia a dia o que os colaboradores vivenciam está longe desse discurso. E isso tem um custo — alto, aliás — para todos os envolvidos.

Segundo um relatório publicado pela Gartner, apenas 33% dos trabalhadores no mundo se sentem “thriving” — ou seja, florescendo na vida. Isso representa uma evidência de que o bem-estar real dentro das empresas está longe de ser uma realidade para a maioria.

Sinais de que você pode estar (ou já esteve) em uma empresa carewashing

Na prática, o carewashing pode ser difícil de identificar no começo. O discurso costuma ser bonito: “Nossa prioridade são as pessoas”, “Aqui, cada colaborador importa”, “Cuidamos do seu desenvolvimento”. Mas quando você observa com atenção, os sinais aparecem:

  • A empresa fala de saúde mental, mas os líderes reforçam jornadas exaustivas e metas inalcançáveis.
  • Dizem que promovem diversidade, mas a liderança continua homogênea — e pouco aberta ao novo.
  • Reforçam a importância do desenvolvimento, mas não oferecem clareza sobre as competências necessárias para crescer.
  • Prometem escuta ativa, mas não há espaço real para diálogo, nem ação após o feedback.

Em resumo: o discurso sobre pessoas se transforma em estratégia de marketing, não em cultura organizacional. E isso mina a confiança dos colaboradores, enfraquece o engajamento e, com o tempo, compromete os resultados do negócio.

Vale lembrar que o desengajamento crescente e a queda no bem-estar já são apontados por especialistas como ameaças existenciais para as organizações. Empresas que ignoram esses sinais não apenas perdem talentos — elas comprometem sua própria sustentabilidade.

Por que isso acontece?

Muitas vezes, o carewashing não é resultado de má intenção. Em muitos casos, a empresa até acredita que está no caminho certo. O problema está na falta de consistência entre o que se comunica e o que se pratica. E essa inconsistência normalmente vem de um ponto central: não saber, de forma clara, o que é preciso desenvolver nas pessoas para que o negócio avance.

Segundo a referência mundial em People Analytics, Gallup, apesar de avanços na última década, o engajamento e o bem-estar caíram de 23% para 21%. Entre gestores, a queda foi maior — de 30% para 27% — enquanto o engajamento de colaboradores sem cargo de liderança se manteve em 18%.

Na Ynner, atuamos justamente nesse ponto. Desde 2002, ajudamos organizações — das maiores do Brasil a multinacionais — a entender quais competências, comportamentos e conhecimentos precisam ser mobilizados para transformar estratégia em resultado. E fazemos isso com método, experiência e foco em desenvolvimento real.

Não basta cuidar. É preciso saber como cuidar.

Desenvolvimento não acontece por acaso. Ele é o resultado de diagnósticos bem-feitos, clareza estratégica e metodologias que funcionam. E, acima de tudo, da coragem de fazer perguntas difíceis:

  • Do que nossa estratégia realmente depende?
  • Que competências nossos times precisam fortalecer para entregá-la?
  • Que comportamentos precisam ser incentivados?
  • O que estamos realmente fazendo para apoiar o crescimento das pessoas?

Responder a essas perguntas com sinceridade pode ser desconfortável — mas é necessário. Cuidar das pessoas não é apenas oferecer benefícios ou criar ambientes “instagramáveis”. É promover o desenvolvimento com intenção, transparência e propósito.

O que fazer se você perceber sinais de carewashing?

Se você é colaborador, vale a pena observar se o que é dito bate com o que é vivido. Em algumas situações, vale conversar com lideranças, sugerir melhorias e propor espaços de escuta. Em outras, pode ser o momento de repensar onde e com quem você quer construir sua carreira.

Se você é gestor ou RH, o convite é: vá além do discurso. Use dados, escute as pessoas de verdade, alinhe competências com estratégia. Lembre-se: times bem desenvolvidos entregam mais, inovam mais e permanecem mais.

Cuidado de verdade começa com clareza

Na Ynner, acreditamos que desenvolver competências certas, com as metodologias certas, é a forma mais autêntica de cuidar das pessoas. Quando você conecta desenvolvimento com estratégia, o discurso vira prática. E a cultura deixa de ser promessa para se tornar experiência.

Porque no fim das contas, empresas que cuidam de verdade não precisam dizer tanto. Elas mostram — todos os dias — nos resultados, nas relações e no ambiente que constroem.

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