CMO Summit 2026: os insights que mostram por que o futuro do marketing é, cada vez mais, humano
Introdução
Estar no CMO Summit 2026 foi, acima de tudo, um exercício de leitura de cenários.
Ao longo de dois dias, grandes lideranças de marketing subiram ao palco para compartilhar cases, estratégias e aprendizados. Mas, para além do conteúdo apresentado, ficou evidente um movimento mais profundo: o marketing evoluiu e agora cobra maturidade das organizações para acompanhar esse ritmo.
Nós estivemos lá: Gabriella Pavan, Head de Marketing na Ynner, Raquel Cifarelli, Director of CX & Operations Ynner | CliftonStrengths® Community Brazil and Portuguese Speaking Countries e Milena Martinez, Head de Growth & Performance na Ynner, cada uma com seu olhar.
E talvez seja justamente essa diversidade de perspectivas que torna os aprendizados ainda mais relevantes.
Um ponto, porém, atravessou tudo: não estamos mais discutindo apenas marketing. Estamos discutindo gente.
E isso muda tudo.
Um evento marcado por liderança feminina
No mês da mulher, um sinal importante: o CMO Summit 2026 trouxe lideranças femininas em peso, abrindo grande parte das palestras.
Mais do que representatividade, o que se viu foi profundidade, visão estratégica e coragem de provocar o mercado.
E isso apareceu, principalmente, em falas que fugiram do óbvio e que questionaram o próprio modelo de crescimento que muitas empresas ainda seguem.
Os principais aprendizados do CMO Summit 2026
Antes de entrar nas palestras específicas, vale destacar alguns padrões claros:
- Crescimento sustentável não vem do novo, vem da consistência
- Marcas fortes não comunicam produtos, constroem significados
- A jornada do consumidor não é linear: ela é caótica e humana
- A IA não substitui o humano: ela amplifica sua importância
Ou seja, as tendências de marketing para 2026 não apontam para mais tecnologia, apontam para mais maturidade na forma de operar o marketing.
3 palestras que traduzem o momento do marketing
1. A vida no modo IA: Marco Bebiano, Diretor do Google
A provocação foi direta: a IA já deixou de ser futuro. Ela é presente.
Mas o ponto mais relevante não foi tecnológico. Foi humano.
Hoje:
- consumidores comparam mais
- descobrem mais
- questionam mais
E isso cria um novo cenário: não basta ser encontrado, é preciso ser confiável.
Outro conceito forte:
B2A (Business to AI)
As marcas não falam mais só com pessoas.
Falam com inteligências que influenciam decisões.
“Mais do que aprender a usar IA, o desafio agora é aprender a continuar sendo humano em um cenário onde tudo ficou mais inteligente.” — Gabriella Pavan
E, no fim, o que sustenta tudo continua sendo: consistência + recorrência + verdade.
2. Furacão H&M: Louise Rossetti, Diretora de Comunicação H&M
Talvez um dos cases mais emblemáticos do evento.
O lançamento da H&M no Brasil mostrou que:
“Marca não é o que você comunica. É o que as pessoas vivem.”
A construção não foi sobre mídia.
Foi sobre experiência.
- a campanha começou antes da venda
- o site nasceu para conexão, não conversão
- cada ponto de contato virou narrativa
“O que a H&M construiu foi além de um lançamento. Foi um sentimento coletivo sendo criado antes mesmo da abertura das lojas.” — Raquel Cifarelli
Além disso, um aprendizado estratégico essencial: não existe estratégia global que sobreviva sem adaptação local.
3. O marketing que não muda: Daniel Waks, Marketing VP na Ambev
Em um cenário obcecado pelo novo, a Ambev trouxe um contraponto poderoso: crescimento não vem da inovação constante. Vem da consistência.
Existe uma distorção clara no mercado:
- valorizamos o novo
- priorizamos o criativo
- buscamos o próximo grande movimento
Por outro lado, esquecemos do básico:
- processos bem definidos
- execução consistente
- construção contínua
“No fim, growth não é sobre acelerar o tempo todo. É sobre criar um modelo que se sustenta, onde o que funciona pode ser repetido, otimizado e escalado com consistência.” — Milena Martinez
E talvez o ponto mais forte:
“Criatividade sem consistência gera picos.
Consistência com estratégia gera crescimento.”
Quando o marketing foge do óbvio
Cris Arcangeli, Empreendedora, Palestrante e Investidora: crescimento sem essência não sustenta
Cris trouxe uma das provocações mais profundas do evento:
“Escalar sem essência cria marcas que desaparecem.”
Em um mercado que valoriza velocidade, ela trouxe um alerta:
- crescer rápido não é o mesmo que construir
- faturar não é o mesmo que gerar legado
“Escalar sem estrutura é só acelerar o problema. Crescimento precisa de base para se sustentar.” — Raquel Cifarelli
A pergunta que fica: sua marca está construindo algo duradouro ou apenas capturando atenção?
Samira Cardoso, Cofundadora e CEO da Layer Up: o novo mapa do crescimento
Samira desmontou uma das maiores crenças do marketing: a jornada do consumidor não é linear.
As pessoas não seguem etapas.
Elas orbitam entre estímulos, emoções e contextos.
E isso muda tudo:
- não é sobre controlar a jornada
- é sobre entender comportamento
“Se a jornada não é linear, o papel do marketing deixa de ser guiar e passa a ser entender.” — Gabriella Pavan
Porque, no fim: quanto mais complexo o mundo, mais humano precisa ser o marketing.
O que une todos esses insights?
Apesar de diferentes temas, um padrão ficou evidente:
O maior desafio não é mais saber o que fazer.
É fazer acontecer com consistência.
Isso passa por:
- cultura organizacional
- alinhamento entre áreas
- liderança
- capacidade real de execução
E, principalmente, por pessoas. Porque o futuro do marketing não será definido apenas por tecnologia.
Ele será definido por organizações que conseguem integrar: estratégia + cultura + experiência
E o que isso tem a ver com a Ynner?
No fim, o CMO Summit não falou apenas sobre marketing. Falou sobre gente.
E talvez esse seja o maior deslocamento do nosso tempo: quanto mais avançamos em tecnologia, mais evidente se torna a centralidade do humano. Mas não qualquer abordagem sobre pessoas, e sim uma abordagem intencional, estruturada e sustentada por ciência.
Estamos falando de desenvolvimento de capacidades reais, de decisões que não se baseiam apenas em percepção, mas em evidência. Porque, à medida que o ambiente de negócios se torna mais complexo, não é a tecnologia que garante consistência, é a qualidade das decisões humanas dentro desse contexto.
Empresas que tratam pessoas como estratégia, e não como suporte, deixam de operar por iniciativas isoladas e passam a construir sistemas. E é isso que sustenta performance ao longo do tempo.
É exatamente nesse espaço que a Ynner se posiciona: não como uma resposta pronta, mas como um processo contínuo de desenvolvimento de maturidade organizacional, integrando conhecimento, liderança e execução de forma consistente.
Porque, no fim, não se trata apenas de crescer. Trata-se de sustentar.