Pilares Trincados no Mercado da Construção

E o que as incorporadoras fizeram de errado? A reportagem é grande, mas a solução do enigma pode ser extraída de duas constatações encontradas no texto.
- As empresas dirigiram o foco para as classes de baixa renda.
- Elas cresceram terceirizando as suas obras para parceiros locais.
Mas qual o problema se as classes baixas estão crescendo e a terceirização é uma prática eficaz em tantos negócios?
O problema é que se você tem o pé em duas canoas e tira das duas simultaneamente vai cair na água.
Dizendo de uma forma simples, uma empresa é uma entidade que sabe fazer algo para alguém. Ou seja, uma empresa é uma soma de duas tecnologias. Tecnologia de demanda (eu entendo de um tipo de consumidor) e uma tecnologia de oferta (eu sei fazer alguma coisa de uma forma específica). O crescimento mais seguro é quando eu faço o que sei fazer e vendo para quem sei vender. Quando essa situação não me satisfaz, saio em busca de novidades, consciente do risco que estou correndo. Posso vender algo novo para o mercado que domino ou vendo o que sempre vendi para um novo conjunto de consumidores. E é errado fazer as duas coisas simultaneamente? Não. Tenho apenas que estar consciente de que estou me expondo a um risco maior. Quanto maior? Quanto mais distante minhas competências estiverem dos novos pilares sobre os quais quero construir meus novos negócios. Além disso, tem algo que amplia o risco: a velocidade com que faço essas mudanças.
Notem que as construtoras se expuseram a situação mais aguda possível: novos clientes (classe baixa), novo modelo de operação (terceirização) em alta velocidade. Só prospero nessas circunstâncias se estiver afiadíssimo gerencialmente. E parece que as incorporadoras não estavam.
E sua empresa? Ela anda tentando mover dois pilares simultaneamente?
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