Resumo do Livro “Mais Humano: Como o Poder da Inteligência Artificial Pode Transformar a Forma como Você Lidera” de Rasmus Hougaard, Jacqueline Carter, Marissa Afton e Rob Stembridge
A IA pode redefinir a liderança e os negócios — ou nos conduzir a um trabalho automatizado e sem inspiração. Qual será?
Preparamos um resumo especial para você! E, se gostar, corra para a sua livraria favorita.

Introdução
Os líderes têm, através da inteligência artificial, a possibilidade de criar uma verdadeira experiência humana no trabalho enquanto potencializam a performance organizacional. Sim, a inteligência artificial pode fazer os líderes mais humanos na medida em que eles: economizem tempo em trabalhos operacionais criando uma melhor experiência para seus liderados, consigam personalizar a abordagem com seus liderados através de informações e análises mais precisas e por fim, possam aprender mais sobre liderança e sua prática através do conteúdo disponível na inteligência artificial, aumentando três de suas mais importantes competências humanas: consciência, sabedoria e compaixão.
Capítulo 1: O Melhor de Ambos.
Os líderes não serão substituídos pela inteligência artificial, mas por outros líderes com capacidade de usar melhor a inteligência artificial para liberar todo potencial humano que têm em si e em seus liderados. O grande segredo está na capacidade de unir aquilo que o ser humano tem de melhor com aquilo que a inteligência artificial tem de melhor. Afinal a mente humana não é apenas uma unidade de processamento de informações, mas a sede da consciência que permite experienciar o mundo de forma subjetiva através da autorreflexão, autodesenvolvimento e julgamento moral. Além disso, temos a intuição que a inteligência artificial não tem. Quando usa todas essas características únicas e as alavanca através da inteligência artificial o líder chega o mais perto possível de realizar todo seu potencial. Mas é claro, que não é sem risco, já que para cada benefício de usar a inteligência artificial existe também uma ameaça. Definir se os ônus ou bônus serão maiores, depende da forma como o ser humano irá usar esse novo recurso.
Capítulo 2: A Liderança Começa na Sua Mente.
Com a evolução da inteligência artificial os líderes se concentraram cada vez mais em engajar, motivar e inspirar outros seres humanos. E para isso será necessário se concentrar cada vez mais em três qualidades fundamentais: consciência, sabedoria e compaixão. Qualidades essas que nascem na mente, que cria os pensamentos, que criam as ações, que determinam os hábitos, que moldam a vida e a realidade. Por isso cada vez mais os líderes que quiserem ser bem sucedidos precisam cultivar a quietude interna. Como? Existem três formas básicas: (1) trabalhando diretamente com a mente através da meditação e atenção plena; (2) através da respiração, já que inúmeros estudos vêm mostrando que exercícios nessa área melhoram atenção, conectividade neural, ritmo cardíaco e sistema imune; e (3) trabalhando com o corpo através de técnicas como o Yoga.
Capítulo 3: Consciência (Contexto e Conteúdo).
Apesar de ter acesso a uma infinidade de conteúdos, a inteligência artificial não consegue contextualiza-los com a mesma competência dos líderes em toda sua humanidade. Entender o contexto mais amplo no qual a informação existe é responsabilidade dos líderes através da competência consciência, composta por três pilares: autoconsciência, consciência relacional e consciência relacional. Para cultivar essa competência os líderes precisam: criar espaço mental fugindo de reações automáticas, se comprometer com seus próprios valores, evitar se tornar refém da tecnologia e ter consciência dos próprios vieses. E os cinco mindsets que sustentam a consciência dos líderes são: equanimidade (evitando impulsos extremos), auto maestria (regulando emoções, pensamentos e experiências), presença (mantendo atenção em nós mesmos, nas pessoas com as quais nos relacionamos e com as tarefas que temos), clareza (eliminando a confusão mental e mantendo a mente limpa) e adaptabilidade (se ajustando as diversas necessidades das pessoas e das circunstâncias).
Capítulo 4: Sabedoria.
A inteligência artificial acumula muitos conhecimentos, mas não sabedoria, que tem a ver com a capacidade de realizar julgamentos considerando um conjunto maior de variáveis, muitas vezes de natureza subjetiva. Para isso o líder precisa reconhecer que a realidade é complexa com variáveis interdependentes, impermanentes e fortemente influenciada pela capacidade da nossa mente de criar verdades. A inteligência artificial pode ajudar a desenvolver sabedoria: fornecendo insights baseados em dados, estimulando a criatividade e desafiando nossas verdades estabelecidas. Para desenvolver a sabedoria uma pessoa precisa: aprender a fazer boas perguntas, questionar as respostas, se dar o tempo para refletir sem pressa, garantir que a inteligência artificial não molde a sua realidade, agir como mentor da próxima geração de líderes. Os elementos do Mindset que levam a sabedoria são: integridade, mente de principiante, pensamento crítico, humildade e egoísmo.
Capítulo 5: Compaixão.
A capacidade de entender e se conectar com outras pessoas é algo muito humano e que nos diferencia da inteligência artificial, fazendo com que os liderados se sintam acolhidos e humanizados. Se unirmos essa qualidade humana única com as contribuições que um algoritmo pode trazer teremos um líder melhor. Para desenvolver a compaixão um líder deve: enxergar cada liderado como uma pessoa e não apenas como recurso, reconhecer sua dependência de seus liderados e de todos os outros colaboradores da empresa (e além dela), valorizar a compaixão como algo substantivamente bom, desejar fazer o bem aos outros. A inteligência artificial pode ajudar: personalizando a liderança em função das diferenças individuais, alavancando a comunicação e o engajamento e disponibilizando uma abordagem de coaching em tempo real. Os desafios para um líder nesse sentido são: investir cada vez mais tempo na conexão humana, criar novas formas de comunicação/colaboração, e gerenciar a transição da força de trabalho com sensibilidade e humanidade. Os modelos mentais que sustentam essa realidade são: coragem, resiliência, inteligência emocional, propósito e confiança.
Capítulo 6: Libertando a Promessa.
A inteligência artificial tem o poder de aumentar a capacidade dos seres humanos fazendo com que os líderes se tornem mais humanos, e não menos. Isso deve acontecer baseado em três pilares: (1) aumentando a produtividade dos líderes de forma que sobre mais tempo a ser dedicado as pessoas e ao estabelecimento de conexões significativas; (2) ajudando a entender cada membro do time e personalizando a relação com base nisso; (3) incrementando a consciência, sabedoria e compaixão de forma a trazer o melhor de cada líder à tona. Aqueles que conseguirem se tornar lideres aumentados pela inteligência artificial elevando a sua própria humanidade, vão criar novos padrões do que significa ser um bom líder. Na base dessa jornada está a capacidade de entender e usar cada vez melhor a própria mente. Por fim, vale dizer que a inteligência artificial não vai substituir os líderes humanos. Mas líderes aumentados por inteligência artificial vão substituir aqueles que não abraçarem a inteligência artificial para alavancar a sua liderança.
Referência: Livro “More Human: How the Power of AI Can Transform the Way You Lead” dos autores Rasmus Hougaard, Jacqueline Carter, Marissa Afton e Rob Stembridge. Editora: Harvard Business Review Press.